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MANUAL TÉCNICO PROBION

BOVINOS DEVEM RECEBER DIARIAMENTE, DURANTE O ANO TODO, MISTURAS RICAS EM MINERAIS E VITAMINAS, PRINCIPALMENTE ANIMAIS EM PRODUÇÃO (CRESCIMENTO, GESTAÇÃO, GANHO DE PESO, PRODUÇÃO DE LEITE E REPRODUÇÃO).

Quando comparamos os índices zootécnicos de países desenvolvidos na Europa e nos Estados Unidos com os nossos, percebemos sem dúvida alguma que o principal fato ligado à baixa produtividade é a nutrição, depois vêm os problemas relacionados à sanidade animal.

Os nutrientes energéticos e protéicos são os fatores mais importantes ligados à produção animal. No entanto, apesar de muito importantes, não são limitantes. Nos países tropicais, e esse é o caso do Brasil, existe abundância de nutrientes energéticos e protéicos e o que limita a produção são as deficiências de minerais e vitaminas.

Sendo assim, as necessidades de minerais e vitaminas pelos bovinos e bubalinos devem ser satisfeitas o ano todo, independente da época, porém os seus requerimentos serão maiores quanto maior for a quantidade de energia e proteína ingerida, os quais promovem aumento rápido de peso, produção de leite, cios férteis, etc., como acontece no período das águas. Na estação seca ocorre ingestão insuficiente de proteínas e energia e, conseqüentemente, os animais perdem peso e por isso deve-se suplementar com proteínas, minerais e vitaminas de maneira equilibrada para que nenhum destes nutrientes funcione com fator limitante da produção. A Uréia é uma fonte barata e tecnicamente viável para a suplementação protéica.

No período seco, o fornecimento elevado de sal mineral (acima das necessidades do animal) não promove aparentemente qualquer benefício se houver deficiência de proteína ou energia. Os minerais e vitaminas não produzem energia no organismo, ou seja, eles não são “queimados” para a produção de energia, mas vários minerais participam com ativadores das energias e determinadas vitaminas (Complexo B) atuam como ativadores de enzimas necessárias a muitas reações do metabolismo animal.

Com as práticas melhoradas de manejo visando melhorar a produção de leite, aumentar a taxa de natalidade, aumentar o peso à desmama, diminuir a idade de abate, etc., deve-se prestar mais atenção à nutrição mineral porque podem aparecer deficiências nunca antes previstas.

Os minerais são indispensáveis ao desenvolvimento de funções vitais no organismo animal. Algumas vitaminas (lipossolúveis) são armazenadas no corpo dos bovinos, principalmente no fígado, e podem ser utilizadas à medida de suas necessidades por longo período, sem que os animais apresentem sintomas de deficiências, mesmo comendo uma dieta pobre nestes nutrientes, até que suas reservas se esgotem. No entanto, muitas vitaminas (hidrossolúveis) não são armazenadas pelos bovinos, o que exige uma ingestão diária suficiente para não haver prejuízos que reflitam em queda de produção, desempenho reprodutivo, ou mesmo, morte.

Ao contrário de algumas vitaminas, os minerais não podem ser sintetizados de maneira nenhuma pelos animais, logo devem estar presentes na alimentação. Os bovinos sob pastagens ingerem os minerais através das plantas forrageiras, e estas absorvem os elementos do solo. Portanto, os níveis de minerais das forrageiras dependem da espécie das forragens, da concentração mineral do solo, do tipo de solo e das formas químicas com que os elementos se encontram no solo. Assim, um mesmo tipo de pastagem apresentará diferentes níveis de minerais em diferentes regiões do país. Por exemplo: o selênio é facilmente absorvido pelas plantas em solos alcalinos, portanto, as pastagens desenvolvidas nesses solos terão níveis mais elevados de selênio que aquelas estabelecidas em solos ácidos, considerando o mesmo teor de selênio nos dois tipos de solo. Dessa forma, os bovinos nessas condições poderão ter seus requerimentos de selênio corretamente atendidos ou apresentarem-se deficientes (pastagens em solos ácidos) ou mesmo em estado de toxidade (plantas seleníferas em solos alcalinos).

Trabalhos de pesquisa envolvendo mapeamento dos níveis de minerais no solo e nas plantas forrageiras são muito importantes para a nutrição mineral de animais, facilitando o balanceamento de uma mistura adequada.

Grande parte das pastagens das regiões tropicais do mundo não satisfaz completamente as necessidades de animais sob pastejo. Já se constatou deficiência de fósforo em 46 países tropicais, de Mg em 19; de Na em 21; de Co em 24; de Cu em 34 e de Se em 20. Através de análises realizadas em várias espécies de gramíneas leguminosas de diversas regiões do Brasil, já foram identificadas deficiências de quase todos os elementos minerais essenciais aos bovinos, sendo a de P a mais importante de todas, em vista do grande número de regiões deficientes.

A utilização dos minerais pelos ruminantes é complexa. Atualmente, 15 minerais são considerados essenciais, entanto, conhece-se mais de 70 inter-relações  em que a quantidade excessiva de um elemento influencia na absorção ou utilização de outro elemento mineral.

Quanto às vitaminas, reconhece-se que são indispensáveis  ao desenvolvimento dos processos químicos que constituem o metabolismo animal; são substâncias  que não se integram às estruturas dos tecidos; embora sendo compostos orgânicos, não produzem energia, são necessárias em pequenas quantidades, a falta total de vitaminas (avitaminose) ou a deficiência  (hipovitaminose) produz doenças carenciais específicas, e o excesso (hipervitaminose) pode causar um quadro de toxidade.

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FUNÇÕES  E CLASSIFICAÇÕES

Os minerais desempenham basicamente 03 (três) tipos de funções no organismo animal:

1. Atuam como componentes estruturais dos órgãos e tecidos corporais, tais como: o Ca, P e Mg;

 2. Atuam como componentes dos fluídos e tecidos corporais que intervêm na manutenção da pressão osmótica, do equilíbrio ácido-base, da permeabilidade da membrana e transmissão de impulsos nervosos (Na, Cl, K, Ca, Mg);

3. Atuam como catalizadores em sistemas enzimáticos e hormonais (Fe, Co, Cu, Zn, Se e Mg).

Conforme a quantidade necessária na dieta, os minerais são divididos em:

         1. MACROMINERAIS = necessários em grandes quantidades

            São  eles: Ca, P, Mg, Cl, S e K.

         1. MICROMINERAIS = necessários em pequenas quantidades         

           São eles: Fe, Co, Zn, Mn, I, Mo, Se, N, Ni, e Cr.

As vitaminas são classificadas em dois grupos conforme o tipo de meio em que são solúveis:

         1. LIPOSSOLÚVEIS = solúveis em óleos e gorduras.

            São elas: Vitamina A, Vitamina D, Vitamina E e Vitamina K.

         1. HIDROSSOLÚVEIS = solúveis em água.

            São elas: Vitamina B1 (Tiamina), Vitamina B2 (Riboflavina), Vitamina B6 (Pirodoxina), Biotina, Ácido Pantotênico, Ácido Fólico, Niacina, Vitamina B12 (Cianocobalina), Colina e Vitamina C (Ácido Ascórbico).

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NECESSIDADES EM BOVINOS

      Todas as espécies necessitam de minerais e vitaminas. Vários fatores influem nas necessidades ou requerimentos de minerais de bovinos, entre eles o índice de crescimento, a gestação, a lactação, o clima e o meio ambiente.

      Os bovinos apresentam requerimentos fisiológicos para a maioria das vitaminas requeridas pelos outros mamíferos. Entretanto, eles conseguem suprir suas necessidades sob condições ideais das sínteses processadas no rúmen e nos tecidos. Vitaminas A, D e E estão presentes em quantidades significativas em forragens de alta qualidade. As vitaminas do Complexo B e vitamina K são sintetizadas por bactérias presentes no rúmen, e a vitamina C é sintetizada nos tecidos. Os bezerros estão mais sujeitos as deficiências vitamínicas que os adultos, pois além de apresentarem pequena capacidade de armazenamento ao nascer, mesmo sendo filhos de vacas adequadamente alimentadas, eles não apresentam sínteses eficazes por não apresentarem rúmen funcionante.

      Ressalta-se que o colostro é rico em vitaminas e minerais, além de outros nutrientes e é imprescindível seu consumo nos primeiros dias de vida do bezerro, evitando-se prejuízos em deu desenvolvimento e saúde.

    As exigências minerais e vitamínicas para os bovinos e outras espécies são determinadas através de experimentos rigorosamente controlados, desenvolvidos em várias partes do mundo, particularmente nos países desenvolvidos. Os dados obtidos são lançados em tabelas específicas para cada espécie animal, periodicamente revisadas e reeditadas.

      Temos por base as exigências indicadas nas tabelas do “National Research Council (NCR)” – Conselho Nacional de Pesquisas – e da “National Academy of Science (NAS)” – Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

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MINERAIS ESSENCIAIS

CÁLCIO E FÓSFORO – Por volta de 99% do Cálcio e 80% do Fósforo são encontrados nos ossos e dentes e podem ser mobilizados, quando necessário, para uso no metabolismo. Esses dois elementos são extremamente importantes para o desenvolvimento ósseo (feto e crescimento) e manutenção da estrutura óssea dos bovinos e bubalinos. Nas pastagens brasileiras, quase sempre o Fósforo é deficiente, sendo o teor de Cálcio ligeiramente mais elevado. As pastagens formadas com leguminosas geralmente são mais ricas em Fósforo e principalmente em Cálcio, mas dependem da disponibilidade destes minerais no solo onde são cultivadas. Assim, a carência de Fósforo é um estado predominante em bovinos que vivem a pasto. Faz-se necessária a suplementação constante desse elemento (P).

      Para que ocorra uma boa utilização e absorção de Cálcio e Fósforo é preciso uma dieta com quantidades adequadas da Vitamina D.

      O Cálcio desempenha importantes funções fisiológicas no animal, como transmissão de impulsos, contração e relaxamento muscular e participa da coagulação do sangue. O Fósforo exerce papel vital em diversas funções metabólicas, principalmente na utilização e transferência de energia (ATP).

               1. DEFICIÊNCIAS DE CÁLCIO E FÓSFORO: Em bovinos, os sintomas de deficiência de Cálcio e Fósforo não são específicos de um ou de outro elemento, mas na prática pode-se compará-lo conforme o quadro abaixo:

Cálcio

Fósforo

1. Rara  em bovinos em pastejo;

1. Comum em bovinos em pastejo;

2. Fraturas ósseas freqüentes;

2. Fraturas ósseas raras;

3. Raquitismo em bezerros;

3. Raquitismo em bezerros;

4. Osteomalácia em adultos;

4. Osteomalácia em adultos;

5. Reprodução não é afetada;

5. Problemas reprodutivos;

6. Apetite normal e boa aparência;

6. Apetite depravado, fraco ou sem apetite;

7. Locomoção normal, exceto nas fraturas;

7. Endurecimento das articulações;

8. Pêlos freqüentemente normais;

8. Pêlos longos, duros, grossos e sem brilho;

9. Produção de leite baixa;

9. Produção de leite baixa;

10. Crescimento reduzido;

10. Crescimento reduzido;

11. Baixo ganho de peso.

11. Baixo ganho de peso.

 

Os bovinos precisam receber quantidades suficientes de Cálcio e Fósforo e esses minerais devem manter proporção adequada entre si. Caso houver excesso de Cálcio ou Fósforo, poderão surgir problemas, mesmo que as quantidades de outros minerais sejam suficientes. A proporção de Cálcio/Fósforo: deve ser de 1 a 7:1, ou seja, para cada 1 à 7 gramas de Cálcio na dieta deve haver 1 grama de Fósforo.

Animais de corte em fase de crescimento logo após o nascimento necessitam de 0,4 a 0,5% de Cálcio e 0,22% de Fósforo, na matéria seca ingerida, caindo para 0,20 a 0,25% de Fósforo nas fases posteriores ao crescimento. O leite de vaca (3,5% de matéria graxa) contém em média 1,17g de Cálcio/kg e 1,05g de Fósforo/kg.

Essas quantidades representam às necessidades diárias por quilo de leite produzido, ou seja, a quantidade que sai no leite. Caso considerarmos que a utilização de Cálcio e Fósforo pelos bovinos é de 45 e 55% respectivamente, pode-se calcular que as vacas precisarão ingerir 2,6g de Cálcio e 1,9g de Fósforo para produzir 1kg de leite com 1,17g de Ca e 1,05g de P.

A dieta ainda deve ser acrescentada as necessidades de manutenção, que são de 18g de Ca e 15g de P para uma vaca de 500kg. As necessidades diárias totais para essa vaca com produção de 4kg de leite/dia serão:

                CÁLCIO                                            FÓSFORO

 

Manutenção                                 18                                                         15
Produção de leite                         10,4                                                        6,6
(x    4  kg)                  
                                               ________                                               ________
TOTAIS                                      28,4 g                                                    22,6 g

As exigências aproximadas de Cálcio, Fósforo e demais minerais para as diversas categorias de bovinos podem ser observadas abaixo:

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Necessidades de minerais para bovinos (NCR 1.978)

NUTRIENTES

VACAS SECAS GESTANDO

TOUROS

NOVILHAS (OS) CRESCIMENTO

Ca g / kg dieta

0,37

0,24

0,4

P g / kg dieta

0,26

0,18

0,26

Mg g / kg dieta

0,16

0,16

0,16

K g / kg dieta

0,8

0,8

0,8

Na g / kg dieta

0,1

0,1

0,1

Cl g / kg dieta

0,25

0,25

0,25

S g / kg dieta

0,17

0,11

0,16

Fe  mg / kg dieta

50

50

50

Co mg / kg dieta

0,1

0,1

0,1

Cu mg / kg dieta

10

10

10

Mn mg / kg dieta

40

40

40

Zn mg / kg dieta

40

40

40

I mg / kg dieta

0,5

0,5

0,5

Se mg / kg dieta

0,1

0,1

0,1

 

ELEMENTO

FONTE

TEOR DO ELEMENTO (%)

BIODISPONIBILIDADE

 

Fosfato Mineral

29,2

Média

 

Carbonato de Cálcio

40

Média

 

Calcário

38,5

Média

 

Dolomita

22,3

Média

CÁLCIO

Fosfato Monocálcico

16,2

Média

 

Fosfato Tricálcico

31

-

 

Fosfato Bicálcico

23,3

Alta

 

Fosfato Mineral

13,3

Média

 

Fosfato Monocálcico

18,6

Alta

 

Fosfato Bicálcico

18,5

Alta

 

Fosfato Tricálcico

18

-

FÓSFORO

Ácido Fosfórico

23

Alta

 

Fosfato de Sódio

21

Alta

COBALTO

Carbonato de Cobalto

46

-

Sulfato de Cobalto

21

-

COBRE

Sulfato de Cobre

25

Alta

Óxido de Cobre

80

Baixa

IODO

Iodato de Cálcio

63,5

-

Iodeto de Potássio

69

Alta

MANGANÊS

Sulfato de Manganês

27

Alta

Óxido de Manganês

52

Alta

FERRO

Óxido de Ferro

46

Indisponível

Sulfato Ferroso

20

Alta

MAGNÉSIO

Sulfato de Magnésio

17

Alta

SELÊNIO

Selenito de Sódio

45,6

Alta

ZINCO

Sulfato de Zinco

36

-

Óxido de Zinco

46

-

Carbonato de Zinco

52

-

 

MAGNÉSIO – O Magnésio é amplamente distribuído entre os tecidos vegetais e animais, mas cerca de 70% de todo o Magnésio corporal localiza-se no esqueleto. A deficiência de Magnésio caracteriza-se por: atraso de crescimento, falta de apetite, incoordenações e convulsões musculares. Os bezerros que se alimentam só de leite podem apresentar deficiências nos ossos e dentes por falta desse alimento.

ENXOFRE - O Enxofre é componente de proteínas, algumas vitaminas e vários hormônios. Os microorganismos do rúmen possuem capacidade para converter o Enxofre inorgânico em compostos orgânicos sulfurosos que podem ser utilizados pelo animal. Por exemplo: o Sulfato de Sódio pode ser convertido pelas bactérias do rúmen e a Cistina e Metionina e então incorporados a proteína microbiana. Os sinais de deficiência de Enxofre em bovinos são: redução do apetite, perda de peso, fraqueza, excessiva salivação, lacrimação, tristeza e morte. Na deficiência de Enxofre, a síntese de proteína microbiana é reduzida e o animal apresenta sinais de desnutrição protéica. Alimentos ricos em proteínas são também ricos em Enxofre. A silagem de milho é normalmente pobre em Enxofre.

SÓDIO,  CLORO  E  POTÁSSIO – O Sódio e o Cloro juntos formam o Cloreto de Sódio, que é o sal comum ou sal grosso. Deficiências de Sódio e Cloro podem ocorrer devido as plantas forrageiras apresentarem normalmente baixos teores de Sódio e em virtude da perda de Sódio pelo suor, principalmente em animais mantidos em ambientes quentes ou usados para trabalho. Destes três elementos, o Sódio é o mais importante para os bovinos, uma vez que não tem se observado deficiência de Cloro e Potássio. Os bovinos tem grande avidez pelo sal comum, por isso é utilizado em todos os suplementos minerais e suas misturas, e é o que limita a ingestão voluntária da mistura mineral.
O primeiro sintoma de deficiência de Sódio é a depravação do apetite, manifestada pelo hábito de consumir madeiras, terra, paredes e suor de outros animais.
Outros sinais de deficiência são a diminuição do apetite, perda de peso, queda da produção de leite, acompanhada da redução do teor de gordura do leite. A maioria dos alimentos ricos em proteínas contém altos níveis de Potássio, e geralmente as pastagens possuem teores maiores que os requeridos pelos bovinos.

COBALTO – Quando existe deficiência de Cobalto, as bactérias do rúmen não conseguem sintetizar Vitamina B12 (o Cobalto é utilizado como matéria-prima da Vitamina B12). Por isso, a deficiência de Cobalto é, na verdade, deficiência de Vitamina B12. Os animais apresentam pelos arrepiados e a vassoura da cauda se desprende com facilidade, até a perda de pelos da cauda. Outros sintomas são: perda gradual de apetite, queda de peso e anemia severa. É muito comum animais sob boas pastagens apresentarem deficiência de Cobalto. Tal fato se deve as necessidades aumentadas de minerais pelo alto valor nutritivo das pastagens. Quanto melhor a alimentação, maior é a exigência de minerais para processar (digerir) tais alimentos.

FERRO E COBRE – Sinais de deficiência de Ferro são mais comuns em bezerros lactantes (o leite é pobre em Ferro) e em animais com excessiva perda de sangue. Vermes e carrapatos causam grande perda de sangue. Deficiência de Cobre e Ferro causam anemia e perda de apetite. A adição de Ferro na dieta de bezerros lactantes melhora consideravelmente o desenvolvimento. A deficiência de Cobre poderá causar ainda deformações ósseas, despigmentação, lesões no coração com morte súbita e diarréia persistente.

IODO – O Iodo é requerido para a síntese dos hormônios produzidos pela tiróide (tiroxina e triodotiroxina), que regulam a taxa metabólica do animal. Cerca de 70-80% do total de Iodo no organismo se encontra na glândula tireóide. A deficiência de Iodo se caracteriza pelo aumento da tireóide (bócio, papo e papeira), nascimento de bezerros sem pelos e com alta mortalidade, crescimento e maturidade retardados, alteração na reprodução como infertilidade e esterilidade, cios irregulares ou ausência de cio.

MANGANÊS E ZINCO – O Manganês e o Zinco atuam como ativadores de enzimas no organismo do animal. Deficiência de Manganês em bovinos provocam falhas reprodutivas em fêmeas e machos, má formação óssea, paralisia e deterioração do sistema nervoso central. A deficiência de Zinco é caracterizada por diminuição do desenvolvimento, apatia, dermatite (inflamação da pele), que é mais severa no pescoço, cabeça e membros, além de coceiras (prurido).

SELÊNIO – Embora longamente reconhecido como um elemento tóxico para bovinos, atualmente o Selênio é comprovadamente um elemento essencial. Os bovinos alimentados com pastagens desenvolvidas em solos ácidos estão mais sujeitos a essa deficiência. Em bezerros, a falta de Selênio causa doença do músculo branco e em adultos, prejudica o desempenho reprodutivo. Existe uma inter-relação entre Selênio, retenção de placenta e Vitamina E.

VANÁDIO – Atua como agente catalítico nas reações de oxi-redução, é interveniente essencial na calcificação dos ossos e no metabolismo dos lipídeos.

NÍQUEL – Participante da bioquímica das proteínas e dos ácidos nucléimas.

SILÍCIO – Sua atuação é marcante sobre o crescimento, acelera a ossificação, pois está relacionado com a matriz óssea e atua na formação das cartilagens.

CROMO – Está relacionado com a insulina, é fator de tolerância da glicose e regulador do nível de colesterol.

VITAMINA A – A hipovitaminose A determina em bovinos quatro alterações principais, além de outros:

    1. No aspecto visual, provocando cegueira noturna;

    2. Nos epitélios, causando a formação de epitélio queratinizado, que produz degeneração da mucosa de diversos órgãos e aparelhos;

    3. No desenvolvimento ósseo, levando a formação de ossos esponjosos e crescimento anormal dos ossos; e

    4. Na reprodução, provocando transtornos reprodutivos em vacas, como atrofia dos ovários, cios irregulares, degeneração da placenta e abortos, nascimento de bezerros fracos, cegos ou mortos, e nos machos produz a diminuição da libido (apetite sexual).

 

VITAMINA D – As primeiras funções da Vitamina D são favorecer a absorção intestinal e promover a mobilização de Cálcio e Fósforo dos ossos. Assim, os sintomas de deficiências são aqueles ligados a deficiência de Cálcio e Fósforo, principalmente o raquitismo em animais jovens (descalcificação óssea) e a Osteomalácia (ossos esponjosos) em animais adultos.

VITAMINA E – Esta vitamina é um anti-oxidante biológico e tem sido amplamente utilizada para proteger e facilitar a absorção e armazenamento da Vitamina A. A atuação da Vitamina E no metabolismo não está claramente definida, mas está associada rigorosamente com o Selênio. Ela parece atuar como anti-oxidante, protegendo as membranas biológicas contra a oxidação da camada de lipídeos e desnutrição das mesmas. Alguns sinais de deficiência, particularmente a doença do músculo branco, podem ser sanados pela administração de Vitamina E, Selênio ou ambos. Os sintomas dessa doença em bezerros são: distrofia muscular geral, andar vacilante, dificuldade para mamar devido a distrofia do músculo e língua, falhas cardíacas e paralisias.

BIOTINA OU VITAMINA H – A Biotina está envolvida nas reações de carboxilação, na degradação de aminoácidos (leucina e isoleucina), e também na carboxilação de Acetil-coenzima.
Estas reações são a chave para a formação de ácidos graxos (ácido palmítico e ácido esteárico), que são fontes de energia.

A Biotina também é importante na glucogênese (produção da glicose), pela qual o corpo mantém concentrações normais de glucose no sangue a partir de gorduras e proteínas quando a ingestão de carboidratos é insuficiente.

A deficiência de Biotina aparece espontaneamente em animais lactantes (mamando) e se manifesta por dermatite seborréica. Em adultos causa mudanças na pele, pêlos e cascos, além de sintomas não específicos, como náuseas, fadiga, perda de apetite, hiperestasia e queda do nível de hemoglobina.
As temperaturas ambientais, ingestão insuficiente de vitamina e ingestão de proteínas que inibem a produção de Biotina pelas bactérias do intestino são causas da deficiência.
Outros problemas causados pela deficiência de Biotina são: crescimento reduzido, apetite reduzido, baixa conversão alimentar, perda de pelo, despigmentação, pele seca, escamosa e de coloração escura, fissuras nos cantos da boca, má formação do esqueleto embrionário, entre outros.

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SUPLEMENTAÇÃO VITAMÍNICA E MINERAL

A suplementação vitamínica deve ser feita através de coloração de vitaminas diretamente na alimentação (ração ou mistura mineral) e é indicada para animais em boas pastagens, confinamentos, animais de grande produtividade , animais recebendo alimentação com baixos teores (por exemplo: brachiária, período seco), bezerros em qualquer situação, especialmente da desmama, etc..

A suplementação mineral deve ser feita normalmente pela adição de misturas minerais preparadas e colocadas em cochos de ração ou próprios para mineralização, uma vez que a alimentação diária dos bovinos e bubalinos não atende os requerimentos diários desses animais.
Os bovinos não apresentam um consumo especial pela maioria dos minerais, exceto para o sal comum. Devido a sua aceitabilidade, o sal é veículo dos outros minerais e o limitador do consumo da mistura mineral.

A mistura mineral  poderá ser incorporada às rações concentradas para bovinos de leite ou confinados. Para o gado em regime de pastagem, que não recebe concentrado, é preciso confiar na ingestão voluntária da mistura, por isso, ela deve ser bastante palatável.
Vários fatores influenciam o consumo voluntário da mistura mineral, entre eles: fertilidade do solo e tipo de forragem, disponibilidade de nutrientes energéticos e protéicos, necessidades individuais, conteúdo mineral na água de bebida, palatabilidade da mistura, administração recente de boa mistura mineral e forma física do produto (blocos, pó, etc.).

O consumo médio de mistura mineral é de 50g por cabeça/dia, ou, 1,5kg/mês, ou ainda aproximadamente 20kg/ano.

Ressaltamos que não atingiremos um nível aceitável de produtividade para o rebanho nacional sem o uso diário de uma mistura mineral séria. Não é admissível que o Brasil tenha um dos maiores rebanhos do mundo em número de animais, espaço e condições favoráveis para o desempenho da pecuária e tão baixos índices zootécnicos. É preciso um esforço entre vendedores e técnicos a fim de melhorar essa situação e eliminar a carência nutricional da grande maioria da população.

Cabe aos técnicos e industriais desenvolver produtos sérios e aos vendedores levar essa tecnologia ao campo.

 

PRODUTO

DESCRIÇÃO

ADE VITALIZANTE

VITAMINAS A  D3  E  +  B12

SOLUMIX

S. MICRO MINERAIS

SOLUMAX

S. MACRO MINERAIS

PROGERON

S. MINERAL + VITAMINAS + AMINOÁCIDOS

CIOFÉRTIL

INDUTOR DE CIO

PROBION SUI 

S. MINERAL + VIT. + AMINOÁCIDOS P/ SUÍNOS

PROBION BC

S. MINERAL / AÇÃO CARRAPATICIDA

EQUIVITAM

VITAMINAS + MINERAIS

POTROVITAM    

VITAMINAS + MINERAIS P/ POTROS

SOLUHORSE

VITAMINAS + MINERAIS

TOP FORCE

VITAMINAS + MINERAIS

BIOCUPHRO SUPL. MINERAL E VITAMÍNICO
ADE-VET SUPLEMENTO  VITAMÍNICO
ADE SELEX SUPL. MINERAL E VITAMÍNICO
ALLIUM-PRO SUPL. MINERAL E VITAMÍNICO - REPELENTE

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